Antena Livre

Mangualde, Nelas e Penalva rejeitam pertencer à Aguas de Viseu

A empresa intermunicipal que juntava oito concelhos da região já não vai avançar depois de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo terem rejeitado pertencer à Águas de Viseu.

A “morte” deste processo foi anunciada em comunicado pela Câmara Municipal de Viseu, que sublinha que “esta decisão surge no final de um longo e participado processo”, que chegou a ser aprovado pelos municípios sociais-democratas de Vouzela, Sátão e Viseu.

O município viseense, liderado por Almeida Henriques, continua a considerar que a constituição da Águas de Viseu seria a forma mais solidária e com menores custos para os consumidores.

No comunicado, diz ainda não compreender “a demarcação do processo, agora ocorrida, de alguns municípios”, decisão essa que “democraticamente aceita”, no respeito da legitimidade inequívoca de tais decisões.

A autarquia social-democrata sublinha também que com apenas três concelhos já não era economicamente racional ou viável a constituição da empresa intermunicipal. E vinca que “Viseu e a região não podem deixar de pugnar por uma solução para o problema do armazenamento e produção de água que continua premente”. Por essa razão, a autarquia reitera ser urgente e necessário a realização de novos investimento no domínio da água, nomeadamente a construção de uma nova Barragem em Fagilde, orçada em 16 milhões de euros.

No comunicado, enviado às redações, pode ainda ler-se que Viseu “não aceitará como solução qualquer parceria com a Águas de Portugal, ou outra, que possa implicar um aumento injustificado do preço da água em Viseu”.

Já José Morgado, presidente do município de Vila Nova de Paiva uma das vozes que mais reservas colocou ao processo, disse ao Jornal do Centro que nesta altura não havia condições para a empresa intermunicipal avançar. Ainda assim, o autarca considera que é importante a resolução do problema de falta de água na região e defende a união de todos, desde governo a autarquias.

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