Antena Livre

MAAVIM critica poucos apoios a famílias atingidas pelos incêndios de Midões

Movimento de Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) critica o facto de “apenas 800 das duas mil casas de primeira habitação que arderam nos incêndios de 15 de outubro terem sido apoiadas”.

“Das mais de 2000 habitações de 1ª habitação ardidas, poucas mais de 400 foram adjudicadas e outras tantas contam com apoio financeiro. São centenas as recusas para apoiar as famílias que perderam as suas habitações permanentes, muitas das vezes com a desculpa da legislação e dos planos de ordenamento, quando a lei obriga que se arranje uma solução para residir”, adianta a MAAVIM em comunicado, assinado por Nuno Tavares Pereira.

Já em relação às “mais de 5000 2ªs habitações ardidas, nada ainda saiu de apoio, a não ser algumas autarquias que tentam com os seus poucos recursos ajudar a não perderem mais gente no seu território”.

As infraestruturas danificadas e o património “não foi ainda alvo de preocupação e a região parece acabada de sair de uma guerra”, sublinha a associação.

“Através da Maavim, foram sinalizadas mais de 3000 famílias, que foram ajudadas com diversos bens nos diversos concelhos de: Tábua, Oliveira Do Hospital, Arganil, Góis, Seia, Gouveia, Nelas, Carregal do Sal, Tondela, Santa Comba Dão, Mangualde, Penacova, Vila Nova de Poiares, Lousã, Vouzela e Oliveira de Frades”, referem ainda.
Lembrando que existem “mais de 1000 imigrantes afetados pelos incêndios de Outubro, dos quais cerca de 300 não têm direito à sua habitação que perderam, por mais vulnerável que fosse. Famílias com muitas crianças que trouxeram vida a muitas aldeias já envelhecidas e desertas, onde recuperaram casas abandonadas à muito tempo. Existem aldeias que têm já mais população do que há 20 anos atrás, derivado aos estrangeiros que escolheram Portugal como o seu país para viver”.

A indústria afetada pelos incêndios, “que por si só já é penalizada, por estar no interior, pois tem mais custos concorrencialmente com outras regiões do país, ainda pouco mais de 15% dos valores aprovados recebeu”.
Existem programas de apoio que “ainda estão em análise e que têm valores de dotação orçamental muito insuficientes para o que é necessário, para reabilitar todas as zonas afetadas pelos incêndios de Outubro”.
As vítimas que “agora precisam de auxílio médico, foram na sua maioria abandonadas, precisando de apoio para adquirir medicamentos e até apoio psicológico”.

Revelam também que “das mais de 50.000 pessoas afetadas com percas na agricultura, milhares ficaram fora do seu apoio, por variados motivos, e se em Pedrogão tiveram mais de três meses para preparar os seus pedidos, as populações de Outubro nem um mês tiveram. A desculpa era que, para pagar rápido tinha de ser assim, lembramos, antes do Natal, mas isso não aconteceu. Milhares ficaram de fora”.

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