Santinho Pacheco questionou o Ministério do Planeamento e Infraestruturas sobre se concorda com a decisão da Altice de recusar aos cidadãos de aldeias afetadas pelos incêndios no Concelho de Seia, da reposição da rede telefónica, destruída pelas chamas do ano passado.

Numa pergunta enviada ao gabinete o ministro Pedro Marques, o parlamentar lembra que “o grande incêndio de 15 e 16 de Outubro de 2017 atingiu com enorme violência o concelho de Seia e o Parque Natural da Serra da Estrela”. Santinho Pacheco sublinha que “os danos sofridos dão proporções de catástrofe a um território cada vez mais despovoado e envelhecido, com 50 habitações destruídas, a agricultura familiar e modos de vida tradicionais desfeitos, a perda de vidas humanas”.

O deputado precisa a situação da União de Freguesias de Vide e Cabeça, onde dez das suas aldeias são foram bastante martirizadas pelos fogos. “Passados cem dias, lentamente, mas de forma determinada, com a colaboração e a solidariedade de muita gente, de várias entidades, as terras e os territórios começam a regressar à normalidade, tanto quanto é humanamente possível”. O comportamento das empresas em relação a estas aldeias tem sido, porém, diferente. “A EDP, por exemplo, correspondeu ao que todos esperavam no retomar do fornecimento de energia elétrica”, afirmou. “Outras, como a Altice, são uma enorme desilusão na forma como estão a fugir às suas responsabilidades”, denuncia. “Esta empresa está a informar os seus clientes que não vai repor a rede terrestre nas aldeias de Casas de Figueira, Outeiro, Abitureira, Sarnadinha, Coucedeira, Malhada Cilhas e Barreira”, afirma.
Segundo Santinho Pacheco, a agravar a situação, o facto de, algumas destas localidades, não terem cobertura de rede móvel. “São poucos os clientes, não dão lucro, os custos são elevados, não são justificações justas num país que tem uma Constituição que afirma a igualdade como valor essencial da cidadania num Estado de Direito”, revela, para questionar: “Quais as medidas práticas e efetivas que vão ser tomadas para fazer justiça a uma população que já sofreu imensos danos materiais, físicos, morais e psicológicos, no maior incêndio de sempre na zona centro do país?”

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