A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela aprovou, por unanimidade, um voto de indignação pelo aumento de portagens na A23 e A25 e enviou um «pedido urgente» de reunião ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. «Esta situação é um balde de água gelada relativamente às expectativas criadas», declarou Paulo Fernandes no final da reunião. Para o presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. E, que não vai continuar no cargo, «esta alteração não se percebe e prejudica muito a região». Até porque, em agosto de 2016, o Governo aprovou um desconto de 15 por cento nos pagamentos e admitiu posteriormente voltar a rever o assunto relativamente às autoestradas do interior. «Esperamos que esta má notícia possa vir a ser alterada, porque prejudica o desenvolvimento regional e todas as estratégias de captação de investimentos ou de atração e fixação de pessoas», sublinhou Paulo Fernandes, segundo o qual a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela continuará a pugnar pela abolição das portagens.

Na mesma reunião foi também decidido questionar o Governo sobre os critérios de acesso aos apoios no âmbito dos fogos e reivindicar equidade entre concelhos afetados, independentemente do dia que os incêndios ocorreram. «Não entendemos qual é o critério usado e queremos que essa situação seja bem clarificada, sendo que achamos que a condição base deve ser sempre a do prejuízo. Ou seja, se o território foi penalizado em determinada medida deverá ter acesso exatamente aos mesmos apoios de outros concelhos que tenham tidos semelhantes prejuízos e áreas ardidas, ainda que os fogos tenham ocorrido em datas diferentes», disse Paulo Fernandes.

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Antena Livre

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